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Desenvolvendo a criação

O desenvolvimento da criação aplicada é um estudo de regras lineares que agilizam e facilitam a chegada ao resultado final. Dentre essas regras, podemos destacar: Briefing e Brainstorm…

O desenvolvimento da criação aplicada é um estudo de regras lineares que agilizam e facilitam a chegada ao resultado final. Dentre essas regras, podemos destacar:

  1. Briefing

O Briefing contém as primeiras especificações do que quer o cliente em um trabalho e o que o profissional pode oferecer a ele. Trata-se de um elemento chave para o planejamento de todas as etapas do desenvolvimento da criação, de acordo com as necessidades do cliente. Ou seja, quanto mais informações conseguirmos levantar, mais referências teremos para atingir as expectativas do cliente. Um bom briefing deve conter:

  • O que se quer vender: Normalmente, canalizamos a criação para apresentar ou vender um produto. Neste ponto, devemos levantar todas as informações necessárias, como: formato, peso, cores, custo, funcionamento, benefícios, etc. Todas as informações sobre o produto são bem vindas. Se não se tratar de um produto, provavelmente será um serviço e, neste caso, devemos nos informar sobre o tipo de serviço, custo, facilidades, etc;
  • Para quem se quer vender: O público-alvo é fator determinante no processo de criação. Com isso, direcionamos a mensagem a uma fatia de mercado que se deseja atingir. Isso vai determinar a linguagem que será abordada, a qual poderá ser: sofisticada, contemporânea, popular, direta, etc. O termo público-alvo também pode ser conhecido como: levantamento do perfil, segmento de mercado ou target. Os itens que compõem a segmentação de mercado podem ser os seguintes:
    • Características geográficas: Regiões, cidades, estados, países;
    • Características demográficas: Sexo, idade, raça, nacionalidade, renda, escolaridade, ocupação profissional, tamanho da família, estado-civil, religião, entre outras;
    • Variáveis psicográficas: São aquelas relacionadas à personalidade, ao estilo de vida, às atitudes, à percepção do consumidor;
    • Aspectos relacionados ao produto: Referem-se à intensidade de consumo do produto, à sensibilidade em relação ao preço, à sua lealdade, à marca e aos benefícios esperados;
    • Variáveis comportamentais: Referem-se à influência na comopra, aos hábitos de compra e à intenção de compra.
  • Histórico: Aqui, é importante que o cliente conte uma história a respeito de seu mercado (o que vem acontecendo com ele), da marca, da empresa, ou outras informações relevantes que ajudem a compor um cenário e a defender seus produtos e/ou serviços.

1.2 A Criação

Depois de analisado atentamente o briefing, é iniciado o processo de criação. Mas não devemos nos empolgar, pois a criação não é um relâmpago que vai iluminar a nossa mente. A criação tem caminhos bem distintos.

Consideremos os seguintes termos:

  • Brainstorm: Conhecido como tempestade cerebral, no brainstorm vale tudo! Se trabalharmos com uma equipe, ótimo! Se trabalharmos sozinho, a coisa ficará mais complicada, mas que venha a tempestade. No processo de brainstorm, fala-se e anota-se qualquer idéia. Grandes idéias engatinharam graças a grandes “arriscadas”, mas devemos ter em mente que não se trata de uma brincadeira, pois as “besteiras” devem ser direcionadas ao briefing;
  • Filtro: É a hora de garimpar tudo que se anotou no brainstorm e verificar se é possível aproveitar alguma coisa. Normalmente é!;
  • Relaxamento: É sabido que, quando nos concentramos demais em um problema ou uma atividade, a busca da solução fica eterna. Depois que o cérebro está repleto de informações, é hora de relaxar. É o momento do subconsciente dar uma força, “mastigar” as idéias, digerir, aproveitar as “vitaminas e proteínas” e…;
  • Luz e Trevas: Depois do relaxamento, temos a luz – uma boa idéia -, e isso pode ser uma semente para aprimoramento. Ou, então, temos as trevas, ou seja, voltamos ao ponto inicial. Não devemos desanimar jamais!;

Conclusão: Se conseguirmos gerar uma idéia, devemos avaliar criteriosamente se ela realmente atende às expectativas do briefing. Nesta hora, mesmo que doloroso, devemos ser profissional. Devemos reconhecer o trabalho (sucesso) ou o fracasso. Ambos fazem parte do processo de crescimento na área de criação.




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