A importância da memória cache para PC

Enquanto os processadores passam por aperfeiçoamentos constantes, ficando cada vez mais rápidos, a memória RAM, sua principal “ferramenta de trabalho” não consegue acompanhá-los no quesito velocidade, embora também tenha passado por freqüentes melhorias.

Este problema já acontece desde a época dos computadores 386, quando a velocidade das memórias já era um fator limitante em relação aos processadores, e com a evolução isso apenas se agravou.

Para solucionar o problema de “lentidão” foi criada a memória cache, um tipo ultra-rápido de memória embutida no processador que serve para armazenar os dados mais freqüentemente usados. Ela evita na maioria das vezes que seja necessário recorrer à memória RAM, muito mais lenta se comparada a cache.

Este tipo de memória é usado como um intermediário na execução do processador com a memória RAM, já que é capaz de conversar muito mais rapidamente, sem espera. O trabalho da memória cache é tão importante que, sem ela, o desempenho de um processador pode ser seriamente comprometido.

São usados dois tipos de cache primário, ou cache L1 (level 1); e secundário, ou cache L2 (level 2). Este último é um pouco maior em termos de capacidade e passou a ser utilizado quando o cache L1 se mostrou insuficiente.

Antigamente, um tipo distinguia do outro pelo fato de a memória cache L1 estar localizada junto ao núcleo do processador, enquanto que a cache L2 ficava localizada na placa-mãe.

Atualmente, ambos os tipos ficam localizados dentro do chip do processador, sendo que, em muitos casos, a cache L1 é dividida por alguns fabricantes em duas partes: “L1 para dados” e “L1 para instruções”. Existem processadores que trazem até um cache L3  (level 3).

Sempre que o processador precisar ler dados os procurará primeiro no cache L1. Caso a informação seja encontrada, o chip não perderá tempo, já que o cache primário funciona na mesma freqüência que ele.

Se o dado não estive no cache L1, então o próximo a ser visto será o cache L2. Mesmo encontrando o que procura no cache secundário, o processador levaria algum tempo, mas não tanto quanto perderia caso precisasse acessar diretamente a memória RAM.

Mais Velocidade = Maior Preço

A memória cache é muito mais rápida. Por isso, custa muito mais que a memória RAM. Isso em razão de ela vir em quantidades muito menores, poucos MB nos processadores mais modernos e, em alguns casos, apenas alguns KB.

Em algumas gerações anteriores de computadores era comum as placas-mãe virem com soquetes apropriados que permitiam ao usuário adicionar mais memória cache caso necessário.

Os módulos adicionais, chamados de módulos COAST (cache on a stick) eram relativamente acessíveis, levando muitas pessoas a fazerem o upgrade. Entretanto esta possibilidade não existe mais, pois a grande maioria dos processadores já traz os caches integrados, não permitindo qualquer modificação.

Atualmente a quantidade de cache que você deseja deve ser decidida antes da compra, baseado nas opções disponíveis. A capacidade varia de acordo com o fabricante e com o modelo de processador.

Por: Adriano Camargo do WNews

Malluco

Super Pai. Profissional de tecnologia há 26 anos, programador e webdeveloper nas horas vagas, técnico em eletrônica fulltime, designer, curioso e meio malluco. Uma boa cerveja faz parte do seu DNA e não nega pra ninguém.